FORMAS DE REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA CIDADE: DO INVISÍVEL PARA O VISÍVEL

 

 

 


Trabalho em grupo dos alunos do sexto semestre da Universidade UNIP

Cursos: Bacharelado em Tradutor LPLI e Licenciatura em Letras LPLI

Alunos:

Aline Oliveira da Silva – RA D762FC5

Diamar Broca -  RA D6682C3

Elaine Maria Mendes Costa – RA D957163

Élcio Roberto Fugagnoli – RA D853473

Luanna Augusta M. Ribeiro – RA F122CA5

Marcela Sena da Silva – RA N4393D2

Matéria Semiótica

Professora Joana Ormundo

 

 

Formas de representação social da cidade: Do invisível para o visível.

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BAIRRO de SANTO AMARO

Como tudo começou…

     “Antes de ser um bairro de São Paulo, Santo Amaro teve aldeia indígena, recebeu uma ocupação jesuítica, abrigou uma colônia alemã e chegou ao status de cidade, da qual também faziam parte os atuais bairros de Campo Belo e Campo Grande. 

        As terras da região foram doadas pela Coroa Portuguesa aos jesuítas, que formaram ali uma vila por volta de 1560. Mas a vila passaria a ter maior atenção a partir de 1609, com a formação da sociedade Fábrica de Ferro para extrair o minério das margens do rio Pinheiros. No século 19, Santo Amaro recebeu a primeira colônia estrangeira do Brasil. Imigrantes alemães foram assentados na região como parte de uma estratégia para povoamento e ocupação dessa região. A decisão impulsionou o desenvolvimento da localidade, que pouco depois, em 1832, tornou-se uma vila e município separado de São Paulo.

     Inicialmente, Santo Amaro produzia suprimentos para a capital. Em 1886, o município foi conectado ao bairro de Vila Mariana por meio por uma ferrovia que transportava produtos agrícolas, carvão e madeira. Esta linha férrea existiu até 1913, quando foi substituída pelos bondes da Light.

       Desta época, restaram alguns imóveis, como a Catedral de Santo Amaro, cuja construção atual é do início do século 20, e o Antigo Mercado Municipal de Santo Amaro (atual Casa de Cultura de Santo Amaro “Manoel Cardoso de Mendonça”), de 1897, ponto de venda dos produtos locais e lugar onde tropeiros e artesãos trocavam manufaturas por produtos agrícolas. ”

          (Jornada do Patrimônio 2021, nossos lugares, nossas histórias).

Um pouco mais de história…

Santo Amaro Um Município?

    “A maior curiosidade da região aconteceu em 1832 quando a região se tornou um município. O fato foi oficializado no dia 7 de abril de 1833. E o tamanho dessa nova cidade era imenso. O município abrangia todo o território que ficava ao sul do Córrego da Traição, hoje em dia canalizado e parte da Avenida dos Bandeirantes, estendendo-se até a Serra do mar.

    Incluía, ainda, áreas dos municípios como: Itapecerica da Serra, Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba, que se separaram em 1877 para a formação do município de Itapecerica da Serra. No ano de 1886 foi inaugurada a linha férrea que ligava São Paulo a Santo Amaro e, na cerimônia, o próprio Imperador Dom Pedro II esteve presente.

    Essa linha seguia desde a atual Avenida Liberdade, passando pela Vergueiro, Domingos de Morais, Avenida Jabaquara (trajeto da linha – 1 do Metrô) e passando por trás do Aeroporto de Congonhas. A partir daí ia direto para Santo Amaro. Vale mais uma curiosidade histórica de que, a real autorização para a construção dessa linha férrea, conforme a Lei Provincial 56, de 11 de maio de 1877, previa que ela fizesse a ligação entre São Paulo e o povoado de São Lourenço, atual São Lourenço da Serra.

    Quase 40 anos depois, em 1913, essa linha de trem foi substituída por uma linha de bondes que tinha uma pequena modificação: ela desviava da Rua Domingos de Morais para a Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, seguindo pelas regiões de Indianópolis, Campo Belo, Brooklin Paulista e Alto da Boa Vista, dando origem ao que hoje são a Avenida Ibirapuera e a Avenida Vereador José Diniz.

    Paralelamente a esse traçado, a região se desenvolvia. Em 1899 foi inaugurada a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro e, em 1924, a Igreja Matriz de Santo Amaro, atual Catedral de Santo Amaro. Essa catedral só existe, aliás, porque em 27 de maio de 1989 o Papa João Paulo II criou a Diocese de Santo Amaro, desmembrando a Arquidiocese de São Paulo.

    O surgimento do Aeroporto de Congonhas em 1934 foi um dos grandes motivos pelos quais o Decreto Estadual número 6983 foi promulgado em 22 de fevereiro de 1935. Essa manobra servia para extinguir o município de Santo Amaro e incorporá-lo ao município de São Paulo.

    Alguns historiadores acreditam que Getúlio Vargas foi obrigado a anexar Santo Amaro devido à revolução de 32. Na ocasião,  o Campo de Marte foi ocupado pelas tropas rebeldes e, para procurar alternativas para o transporte aéreo de SP, Vargas “tomou” o aeroporto de Congonhas. A área do antigo município foi então subdividida nos subdistritos de Santo Amaro, Ibirapuera, Capela do Socorro, e no distrito de Parelheiros.

      Outro motivo que extinguiu o município tem a ver com uma “vingança” de Vargas. Quando a revolução estourou em São Paulo a cidade de Santo Amaro estava para comemorar seu centenário e uma grande festa estava sendo organizada. Com os acontecimentos bélicos ocorrendo a festa foi cancelada e, para “piorar”, surgiu em Santo Amaro um dos primeiros batalhões paulistas, a “Companhia Isolada de Santo Amaro”, o que só gerou a ira do ditador.

    Mais do que isso, a cidade devia 500 contos ao tesouro do Estado de São Paulo e, também, já possuía em seus domínios a represa Guarapiranga, ponto de interesse para o município de São Paulo que ainda não era autossustentável.

    Alguns movimentos emancipacionistas surgiram entre as décadas de 50 e 70, mas não conseguiram sensibilizar a população para que Santo Amaro fosse novamente elevado à condição de município. Curiosamente o distrito nunca foi “reorganizado” e um desses exemplos fica por conta da numeração que ainda converge para o centro da antiga cidade e não para o centro de SP.”


Catedral de Santo Amaro

    “Tudo começou com uma singela e pequena capela levantada em 1560 graças à doação da imagem do Santo Amaro, feita por um casal de portugueses, João Pais e Susana Rodrigues, que vieram para São Vicente na companhia de Martim Afonso de Sousa. A capela foi elevada à classificação de freguesia (nome que designa paróquias com pequenos distritos em volta), já que a região de Ibirapuera foi perdendo seu caráter de aldeamento indígena em razão da grande expansão pela qual passava na época”

    “No ano de 1924, a antiga capela foi derrubada a mando do padre José Maria Fernandes e uma nova foi construída, tornando-se a capela mãe do bairro, inaugurada e abençoada pelo arcebispo D. Duarte Leopoldo e Silva. Em março de 1989, data que marca a criação da diocese de Santo Amaro, a até então paróquia foi elevada à catedral e assim permaneceu desde então”.

    Hoje, a igreja Matriz faz parte de um conjunto de obras arquitetônicas do bairro de Santo Amaro, que está protegida pelo patrimônio histórico e cultural da cidade de São Paulo, devido ao grande valor deixado  na constituição e formação de um dos primeiros bairros de nossa cidade, além de ter sido o centro de miscigenação entre os povos que por ali habitavam, unindo indígenas e portugueses, originando famílias que muito contribuíram para o desenvolvimento do bairro, entre elas: os Borba Gato, os Pontes e os Eiró.


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“Festejado a 15 de janeiro, Santo Amaro – também chamado de Mauro – nasceu em Roma no século VI. De origem patrícia, era filho do senador romano Eutichio.
Com apenas doze anos de idade sai de Roma para o Monte Cassino, trazido por seus pais que, o entregam aos cuidados de São Bento, fundador da Ordem Beneditina, para que ali termine a sua formação. Verificando-lhe elevadas qualidades, corresponde de tal modo às expectativas do seu mestre, que se torna o seu homem de confiança e em pouco espaço de tempo, vai sendo encarado pelos outros religiosos como um exemplo a seguir. São Bento em reconhecimento dessas virtudes, escolhe-o para trabalhar na escola de jovens, anexa ao mosteiro de Monte Cassino.

Ainda em vida, Amaro teve fama de santidade. Faleceu em 584. É padroeiro dos transportadores. ”


Praça Floriano Peixoto e Paço Julio Guerra




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    “Após ter chefiado durante doze anos o executivo municipal, deixa a Prefeitura no fim do ano de 1928, o senhor Isaías Branco de Araújo, substituído pelo senhor Paulo Goulart. 

    Com solenidade teve lugar, em 10 de janeiro de 1929, presentes as autoridades locais e pessoas gradas, a inauguração do magnífico edifício construído à Praça Floriano Peixoto, para sede do governo da cidade.

    Às 16 horas efetuou-se a translação do arquivo do velho para o novo prédio, tendo a vereança votado expressiva moção de aplauso ao prefeito municipal Isaías Branco de Araújo, a quem Santo Amaro deve o grande melhoramento. Falou o homenageado, que terminou levantando um viva ao senhor doutor Herculano de Freitas que, como membro do governo estadual, prestigiou a bela iniciativa.

    O edifício, em dois andares, é amplo e elegante, preenchendo plenamente os seus fins.

    Tomou posse a nova Câmara, para servir até 1930, sendo composta dos senhores João Felipe da Silva, Frederico Hessel Sobrinho, doutor Paulo de Campos Goulart, doutor Francisco Oscar Penteado Stevenson, Tertuliano Branco de Miranda e Isaías Branco de Araújo. ”

                                                        Crédito: Álbum de Santo Amaro, p.90

    Além de ter abrigado a cadeia pública e a Câmara Municipal, alegrou muita gente com apresentações da Banda Municipal de Santo Amaro no Coreto que ainda hoje está presente na praça.




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Coreto de Santo Amaro e Praça Floriano Peixoto

    A praça Floriano Peixoto existe desde o século XIX, quando Santo Amaro era um município. Em 1837 ela recebia o nome de Largo da Cadeia, já que a área compreendia a sede da Cadeia de Santo Amaro, além da Câmara Municipal. Nessa época, a  praça servia de local para banho de sol dos presos, após o almoço.

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    Em 1986, a praça foi remodelada como jardim público do Tenente Coronel Carlos da Silva Araújo, o então presidente da Câmara Municipal, e passa ser chamada de Largo Municipal. O ajardinado da época é semelhante ao que a praça possui hoje.

    No ano de 1895, o espaço recebe o nome de praça Floriano Peixoto, numa homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, por sua atuação durante a Revolta da Armada e o restabelecimento da ordem pública no Rio Grande do Sul.

    O coreto foi instalado no ano de 1928. O prefeito era Isaías Branco de Araújo. O local inspirava casais que transformavam o local em palco de encontros embalados por bandas das décadas de 30 de 40.


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As tradições musicais de Santo Amaro aconteciam na Praça Floriano Peixoto, palco de gala das grandes apresentações ao povo santamarense que se deleitava apreciando a boa música da Banda de Norvalino de Araújo, e que mais tarde passaria a ter o privilégio da organização o seu filho Noel Araújo.


Largo Treze


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1900 – Padaria Allemã, na rua José Bonifácio com avenida Adolfo Pinheiro. Por volta de 1938 os portugueses Moreira e Carlos Ramos a compraram e batizaram de Padaria Goa em homenagem às suas raízes.

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Rua Capitão Tiago Luz, uma das principais ruas do comércio do Largo Treze, cujo calçadão feito com pastilhas representa a história do município.


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Uma de muitas construções antigas encontradas na região.


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 Antiga igreja com rua de paralelepípedos, típico dos subúrbios de São Paulo e dias atuais.


    “O local onde fica o Largo 13 de Maio, o mais alto do distrito de Santo Amaro, é onde o distrito começou a ser ocupado pelos portugueses, por meio de missões de jesuítas. Antigamente, era chamado “Largo do Jogo da Bola”. Em fevereiro de 1885, a Câmara da cidade de Santo Amaro mudou a denominação de Largo da Bola para Largo Tenente Adolfo, em homenagem a um residente de Santo Amaro chamado Adolfo Pinheiro, que possuía uma loja no logradouro. Atualmente Adolfo Pinheiro é o nome de uma das avenidas afluentes do largo.

    Promulgada a lei que abolia a escravatura (Lei Áurea), assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, a Câmara de Santo Amaro aprovou a mudança da denominação do Largo Tenente Adolfo para “Largo 13 de Maio” no dia 9 de junho de 1888.

    Em novembro do 1924, foi inaugurada a Catedral de Santo Amaro, que mantém grande parte das características iniciais. A catedral contém a imagem de Santo Amaro que existe desde a inauguração da vila, em 1560. Ao completar-se o centenário do Município de Santo Amaro (1932), o “Largo 13 de Maio” já se delineava como centro comercial e ponto obrigatório de passagem para outras localidades.

    Pelo fato de o distrito de Santo Amaro ter sido um município independente, a numeração do bairro é dada em relação ao largo e não em relação à Praça da Sé, como ocorre no resto da cidade.


    Em termos de transporte público, o largo tem, em suas proximidades, a Estação Largo Treze do metrô, que faz parte da Linha 5 Lilás do Metrô e o Terminal Santo Amaro de ônibus.”


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O passado…

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Santo Amaro sobre trilhos

           “Deparamo-nos com mais um momento da “historiografia arqueológica” que tanto empolga os “paulistanos santamarenses” e que dá orgulho da Vila de Santo Amaro ser uma das pioneiras na implantação dos trens a vapor em São Paulo, seguido depois pelos bondes e atingindo seu ápice finalmente com a chegada da linha 5, Lilás do metrô. Mais de um século separa cada um destes momentos históricos de máquinas com propulsão motriz sobre trilhos.

            O engenheiro Alberto Kuhlmann construiu a Ferrovia de Santo Amaro, inaugurada em 14 de março de 1886, que após percorrer 19,1 quilômetros, chegou a Santo Amaro a primeira composição ferroviária da “Companhia Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro” dos trens a vapor da empresa alemã Krauss, as locomotivas BN2, financiadas exclusivamente com recursos privados de investidores santamarenses na ordem de 300.000 réis, sem intermediários e usados primordialmente para o transporte de cargas, em uma época em que Santo Amaro supria a capital de São Paulo com aproximadamente 25 toneladas de produtos agrícolas por ano, seguindo o plano de estrutura de abastecimento da cidade de São Paulo, obedecendo a um plano diretor de expansão da cidade em franco crescimento.

           O primeiro bonde elétrico de São Paulo em 7 de maio de 1900, sendo depois ampliada as linhas de bondes para toda a Cidade de São Paulo, chegando em Santo Amaro em 07 de julho de 1913, região estava ainda com administração própria (fato este desde 1832 a 1935).

           A partir de então o bonde servia o Itinerário desde o Largo (Praça) da Sé, Rua Marechal Deodoro, Praça João Mendes, Rua Liberdade, Domingos de Morais, Jabaquara, Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, atingindo a Avenida Adolfo Pinheiro (não existiam a Avenida Ibirapuera com seu traçado atual e nem a Avenida Vereador Jose Diniz, ambas ainda tinham a denominação de Avenida Conselheiro Rodrigues Alves que seguia seu contorno desde a Vila Mariana até Santo Amaro no encontro com a Avenida Adolfo Pinheiro), seguindo para a várzea de Santo Amaro, com ponto final no Largo São Sebastião, atualmente denominado Largo Bonneville, onde era feito o balão de retorno. Em 23 de dezembro de 1920, foi inaugurado o trecho de 1600 m de extensão à Represa de Guarapiranga, que pretendia ligar o Largo Treze de Maio à Capela do Socorro, atravessando o Rio Pinheiros, pela ponte que a oralidade popular a chamava de Jerônimo.

           Em 27 de março de 1968, a última linha de bondes foi desativada na cidade de São Paulo, finalizando deste modo o ciclo dos bondes na Capital paulista. ”


JULIO GUERRA E SEU BORBA


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    “Manuel de Borba Gato (1649 - 1718) foi um bandeirante paulista. Iniciou as suas atividades com o sogro, Fernão Dias Pais.

    Borba Gato faleceu, em 1718, com quase 90 anos de idade, ocupava o cargo de Juiz Ordinário da vila de Sabará.
Ignora-se onde foi sepultado, talvez na Capela de Santo Antônio ou na Capela de Santana, ambas do arraial velho de Sabará, ou ainda, segundo alguns autores, em Paraopeba onde tinha um sítio.
Além de descobridor de minas, foi hábil administrador no fim da vida.”


    “Inaugurada em 1963, na comemoração do IV Centenário de Santo Amaro, a estátua demorou seis anos para ser construída. Foi obra do escultor Júlio Guerra, que para realizá-la utilizou trilhos de bonde para compor a estrutura de concreto, posteriormente revestida com pedras coloridas de basalto e mármore. A Estátua Borba Gato possui dez metros de altura e pesa vinte toneladas, sendo a fase mais difícil a colocação da cabeça, que, pesando três toneladas, foi alçada por mais de dez metros de altura.”


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Recorte de jornal mostrando Júlio Guerra modelando em gesso a mão do Borba Gato e

Construção do Borba Gato no quintal da residência de Júlio Guerra, que ficava na avenida João Dias.

“Localizada à altura 5700 da Avenida Santo Amaro, em confluência com a Avenida Adolfo Pinheiro, a estátua integra o Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo, mantido pelo Departamento do Patrimônio Histórico. ”


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Vista do monumento na década de 60.


       “Ao contrário do que muitos pensam, a Estátua de Borba Gato não é constituída de pastilhas, mas sim de pedras. Esta informação era algo que o escultor fazia questão de lembrar, já que todas as pedrinhas foram quebradas por ele mesmo para serem colocadas no monumento. As pedras, aliás, vieram de vários cantos do Brasil e do mundo: As do rosto vieram de Portugal e são fragmentos de mármore rosado, as que estão no gibão vieram de Ouro Preto e Congonhas em Minas Gerais, além de mármore branco paranaense.

           Pouco mais de cinquenta anos depois da inauguração, a célebre estátua de Borba Gato, um dos grandes bandeirantes paulistas, consegue atrair elogios e críticas. Mas dificilmente outro escultor teria conseguido representar Santo Amaro tão bem quanto Júlio Guerra, um artista local e conhecedor das tradições, história e costume daquele que já foi um município paulista e hoje é um grande bairro paulistano. ”


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O ATENTADO

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“Em 24 de julho de 2021 o Monumento a Borba Gato sofreu um atentado terrorista que foi reivindicado por um grupo radical de extrema esquerda chamado Revolução Periférica. Com alegações vagas e munidos de muitas informações completamente equivocadas a respeito da figura do bandeirante, os terroristas atearam fogo no monumento utilizando-se de pneus velhos que foram incendiados para causar danos à estátua. ”


Teatro Paulo Eiró


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        “Considerado um dos polos culturais de Santo Amaro, o Teatro Municipal de Santo Amaro Paulo Eiró foi inaugurado em 23 de março de 1957 para atender as demandas da região - formada por muitos estabelecimentos educacionais, associações, entidades esportivas e um vasto público jovem interessado em suas atividades culturais e artísticas.

      O teatro foi projetado pelo arquiteto Roberto Tibau (em 1952) e, em sua inauguração, comportava 801 lugares. O nome do teatro é uma homenagem ao poeta, escritor, dramaturgo e professor Paulo Eiró (Paulo Francisco Emilio Salles; 1836 - 1871), nascido em Santo Amaro, quando ainda era um município, é considerado até hoje um dos mais importantes artistas da região.

           Em 1968, em homenagem ao poeta Paulo Eiró, foi instalado na frente do teatro um mural de 18 metros de largura por 5 metros de altura, feito em mosaico de cimento armado, pedras e mármore, pelo escultor Júlio Guerra, também nascido em Santo Amaro.”

Biblioteca Pública Municipal Belmonte (Temática em Cultura Popular)


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        A Biblioteca Belmonte, localizada no eixo cultural e comercial do bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, tornou-se temática em cultura popular a partir de agosto de 2007. Além de investir na cultura popular, a biblioteca atua na formação dos jovens, orientando pesquisas, trabalhos escolares e acadêmicos, e com crianças, por meio de leitura e de contação de histórias.  “


Brasão de Armas de Santo Amaro


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    “O Brasão de Armas de Santo Amaro (e outros tantos municípios) foi financiado por influência de Afonso d’ Escragnolle Taunay com elaboração de José Wasth Rodrigues, sendo adotado em 1926, sendo composto do escudo ibérico, com a representação das matas e heráldica de Anchieta, com goles (a cor vermelha do brasão) representando a usina de ferro. Sobre a parte superior do escudo pousa a coroa mural, de ouro, composta de 5 torres, sendo 3 visíveis com 2 ameais.

    Os símbolos do brasão antigo representavam Santo Amaro como uma aldeia e não como uma cidade e como um local colonizado pelos jesuítas representados pelas armas da família Anchieta.

    A frase em latim “ANTIQUISSIMUM GENUS PAULISTA MEUM” (“PERTENÇO A MAIS VELHA SOCIEDADE PAULISTA”) em vermelho sobre o listel foi cunhada também pelo historiador Afonso d’Escragnolle Taunay.

    O homem à direita é um oficial da milícia portuguesa.

    O da esquerda é um bandeirante, caracterizado pelo gibão de armas, de couro estofado e arcabuz representando aqueles que se aventuraram pelo interior e foram colonizando o país, responsáveis pela expansão do território brasileiro, sendo por vezes naturais do próprio local, apoiando-se ao escudo, em posição de descanso.

    Primeiro quartel: em campo amarelo representa um campo abundante de mata verdejante na localidade da “Villa” de Santo Amaro.

    Segundo quartel: em campo de ouro, quatro cabeças de índios Guaianases, afrontados e acantonados ladeando o brasão do venerável José de Anchieta, como símbolos da fundação do povoado de Santo Amaro no século 16. (Aldeia em 1560)

  No campo inferior, metade do escudo, de goles (cor vermelha do brasão), há a representação de uma usina de ferro, símbolo que representa o primeiro empreendimento siderúrgico das Américas, construído em 1607.

    Sobre a parte superior do escudo, pousa a coroa mural, de ouro, composta de 5 torres, sendo 3 frontais visíveis e 2 ameais (guarnecimento das torres principais).Ao invés das cinco aparentes (três frontais e duas recuadas) que atualmente possui, deveria ter cinco frontais, como toda cidade. Do modo como está, indica que Santo Amaro é um povoado com menos de 5000 habitantes e não emancipado.

     A coroa-mural reservada às cidades deve possuir cinco torres, e não apenas três, como se utiliza no brasão de Santo Amaro e deveria ser prateada, e não dourada, cor que se reserva somente ao brasão das capitais.

    Na peça coroa-mural somente é utilizado o preto, símbolo de portas "fechadas”. Nenhuma outra cor é correta, valendo tal orientação para qualquer outro município brasileiro. Não se utiliza da cor vermelha (goles) nas portas das torres, em detrimento do correto, que seria a cor preta (sable). Não se utiliza de forma alguma cor vermelha, sendo uma simples “licença artística”, adotada, sugerindo portas abertas, sinal de espírito acolhedor do cidadão do município. Nem mesmo essa orientação é correta, pois a representação de portas abertas em heráldica é a cor branca, e não a vermelha. ”


Amigos do Bairro

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    Moradora de Santo Amaro há 35 anos, Marinalva da Silva Lima construiu sua vida familiar e profissional neste bairro, que também viu se desenvolver ao longo dos anos. Assistente Social e amante do samba, se juntou ao grupo de coral da Casa de Cultura e anos depois passou a coordenar as Tardes Dançantes que a Casa Amarela promovia aos grupos de moradores da melhor idade. Tais eventos, além de contribuir para a saúde física e mental dessas pessoas, humaniza e alegra quando dançam e cantam músicas de épocas.

Assista a entrevista de nossa amiga clicando no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=GKw4P6ka0kA



BIBLIOGRAFIA

Jornada do Patrimônio 2021, nossos lugares, nossas histórias
Sul 3 – Santo Amaro, Campo Belo e Campo Grande
https://jornadadopatrimonio.prefeitura.sp.gov.br/

A Curiosa História do Município de Santo Amaro – 11-fev-2016 – Abrahão de      Oliveira
https://www.saopauloinfoco.com.br/historia-municipio-santo-amaro/#comment-175

Catedral de Santo Amaro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Santo_Amaro#Galeria_de_fotos

História e vida de Santo Amaro – 01-jun-2014 – em História
https://www.freguesia-pombal.pt/historia-e-vida-de-santo-amaro/

A casa Amarela de Santo Amaro, hoje Paço Julio Guerra, em 1929: 90 anos!!!
Historiador Carlos Fatorelli
https://carlosfatorelli27013.blogspot

 

Praça Floriano Peixoto e Coreto
Historiador Carlos Fatorelli
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/

 

Praça Largo Treze Praça
https://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_13_de_Maio

Santo Amaro sobre trilhos
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/01/santo-amaro-sobre-trilhos-do-trem-vapor.html

Estátua Borba Gato
https://www.encontrasantoamaro.com.br/santo-amaro/estatua-do-borba-gato-em-santo-amaro.shtml

Atentado terrorista ao Monumento Borba Gato
http://saopauloantiga.com.br/borba-gato/

 

Brasão Santo Amaro, referências:
FEDERICI, Hilton. “Símbolos Paulistas: estudo histórico-heráldico”. São Paulo: Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1980.
Ribeiro, Clovis, Brazões e Bandeiras do Brasil, São Paulo Editora, São Paulo, 1933, pp. 195-204.
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com

Teatro Paulo Eiró
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/dec/teatros/paulo_eiro/?p=7307
 

Biblioteca Pública Municipal Belmonte
https://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/espaco/109/
 

 

 

FOTOS (sequencial)

Borba Gato – Sérgio Brisola
https://www.descubrasampa.com.br/

Vista interna da Matriz de Santo Amaro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Santo_Amaro#Galeria_de_fotos

Fachada da Catedral de Santo Amaro
Marinalva Silva

Foto Santo
História e vida de Santo Amaro – 01-jun-2014 – em História
https://www.freguesia-pombal.pt/historia-e-vida-de-santo-amaro/

Foto Coreto lado externo e jardim Praça Floriano Peixoto
Marinalva Silva

Foto Coreto lado interno
A reforma do Coreto – 20-mai-2012
https://carlosfatorelli27013.blogspot

Foto padaria Allemã
Carregado por Luiz Eduardo Cirne Correa
https://br.pinterest.com/pin/3729612171196857/

 

Fotos Rua Capitão Tiago Luz (movimentada) e fachada casarão antigo
Acervo pessoal Marinalva
Foto Rua Capitão Tiago Luz (vazia)
Sérgio Brisola
https://www.descubrasampa.com.br/2021/06/rua-capitao-tiago-luz-santo-amaro.html

Foto de jornal antigo Largo Treze
Saturday Evening Post Magazine - 8-out-1955
Foto atual Largo Treze
Google Street View

Foto Terminal Santo Amaro
Sidnei Santos
https://www.sptrans.com.br/noticias/obras-no-terminal-santo-amaro/

Foto Metrô Linha 5-Lilás
Diego Silva
https://mobilidadesampa.com.br/2018/08/linha-5-lilas-inauguracoes-obras-estacoes-e-comunicacao-visual/

Fotos bondes
Santo Amaro sobre trilhos
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/search?q=largo+treze

Foto Borba Gato
https://www.encontrasantoamaro.com.br/santo-amaro/estatua-do-borba-gato-em-santo-amaro.shtml

Fotos Monumento de Borba Gato
Douglas Nascimento
http://saopauloantiga.com.br/borba-gato/

 

Foto do Brasão de Armas de Santo Amaro
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com

Teatro Paulo Eiró
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/dec/teatros/paulo_eiro/?p=7307
 

Biblioteca Pública Municipal Belmonte
Marinalva Silva

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